O SIEG não baixou o XML de novo

Quase sempre é uma destas quatro: certificado não encontrado, sessão expirada, erro no banco de dados ou a nota ter mais de dez dias. As três primeiras você resolve mandando buscar de novo. A última não tem volta, e é a que costuma aparecer no dia 20. E aí vem a parte que ninguém conta: mesmo com o XML na mão, a apuração e o envio da guia continuam sendo seus.

Tudo aqui foi conferido na documentação do SIEG em 31 de julho de 2026.

Os quatro motivos documentados

Não somos nós dizendo isso. O próprio SIEG tem um relatório chamado “XMLs não Baixados”, e é lá que estes quatro estão descritos.

E quando a nota some sem dar erro

Tem um caso pior que erro, que é quando não dá erro nenhum: a nota simplesmente não está lá. O SIEG tem um recurso de notas faltantes no Cofre que percebe o buraco na numeração: se o cliente emitiu da 1 à 50 e a número 10 não foi autorizada, ele mostra 49 guardadas e o salto no meio.

Nem todo buraco é nota perdida, vale dizer. Pode ter sido cancelamento, e aí não há o que buscar. Mas repare no que isso pede de você: alguém precisa lembrar de abrir esse relatório. E o mês inteiro passa fácil sem que ninguém abra.

Por que o prazo de dez dias é o mais grave dos quatro

Os outros três você resolve mandando buscar de novo. Este não: é uma porta que fecha.

Faça a conta com o calendário do seu escritório. A captura falha no dia 3. Ninguém abre o relatório, porque o mês está correndo. Aí chega o fechamento, lá pelo dia 20, e a nota não está lá. Só que dez dias depois do dia 3 é o dia 13: a porta fechou uma semana antes de você ir procurar.

Por isso captura que falha calada é pior que captura nenhuma. Sem captura, você sabe que tem de ir atrás. Com falha calada, você acha que está coberto.

O que muda se você trocar o caminho

Os dois capturam nota de serviço e nota de mercadoria, e os dois guardam o XML pelos cinco anos da lei. A diferença começa quando a nota não entra: um avisa na tela, no dia, com o CNPJ e o motivo, o outro num relatório que alguém precisa lembrar de abrir. E continua depois, em onde cada um te larga.

O hub termina quando o arquivo está guardado. Só que é exatamente aí que o seu mês começa: apurar empresa por empresa, conferir o que não fecha, emitir, e mandar guia por guia no WhatsApp. O iFiscal continua desse ponto até o cliente com a guia na mão, e depois mostra que ela chegou.

A coluna do SIEG foi conferida no material público deles em 31 de julho de 2026, e as capacidades do iFiscal são as de 10 de agosto de 2026. As quatro primeiras linhas são o que os dois fazem, cada um do seu jeito; da quinta em diante é o que acontece depois que o XML está guardado. A última é o que nenhum dos dois faz.
CapacidadeSIEGiFiscal
Captura nota de serviço (NFS-e)SimSim, pelo certificado A1 do cliente
Captura nota de mercadoria (NF-e e NFC-e)SimSim, pelo mesmo certificado
Guarda o XML pelos 5 anos da leiSim, no CofreSim, com a competência inteira para baixar
Avisa quando a nota não entraNum relatório que você precisa abrirNa tela, no dia, com CNPJ e motivo
Apura o imposto da competênciaNãoSim. MEI, Simples em todos os anexos, Presumido e Real
Aponta o erro antes de a guia sairNãoNota cancelada, ISS retido, ST e monofásico a segregar, limite do Simples
Emite a guiaNãoDAS pelo Integra Contador do SERPRO, e DARF dos tributos federais no Presumido e no Real
Entrega a guia ao seu clienteNãoNo WhatsApp, a competência inteira de uma vez
Registra que a guia chegou ao clienteNãoQuando saiu e quando foi entregue, com data
Cobra o vencimentoNãoTrês dias antes, na véspera, e no dia seguinte
Fecha o mês sozinho, no dia que você marcarNãoSim
Transmite a declaração (PGDAS-D, DCTFWeb, EFD)NãoNão. Continua com o escritório

Sendo honesto sobre o que também não muda: a declaração continua sua. PGDAS-D, DCTFWeb e EFD seguem sendo transmitidas pelo escritório, e nenhum dos dois sistemas faz isso por você. O que muda é o resto: o hub de captura resolve o começo do seu mês e te deixa sozinho no resto dele, que é onde o trabalho está.

O mês não acaba quando a nota entra

Com a nota na mão, o iFiscal apura o mês no regime de cada empresa, mostra o que não fecha antes de emitir qualquer coisa, manda a guia no WhatsApp de cada cliente e registra quem recebeu e quem leu, com data.

E sobre falha, que é o assunto desta página: quando a captura não funciona, isso fica na tela com o CNPJ e o motivo, no dia em que acontece. A competência não fecha calada. Você não descobre no dia 20 uma coisa que aconteceu no dia 3.

Perguntas frequentes

O iFiscal substitui o SIEG?

Sim, e faz o que vem depois. Ele captura nota de serviço e nota de mercadoria, NFS-e, NF-e e NFC-e, guarda o XML pelos cinco anos da lei, apura a competência, mostra o que não fecha, emite a guia, entrega no WhatsApp do cliente e registra que chegou. A diferença não está na captura, está em onde cada um termina: o hub termina no arquivo guardado, e é aí que o seu mês começa.

Dá para recuperar um XML que passou dos dez dias?

Pela captura, não: a documentação deles trata o prazo como motivo de falha e não oferece saída por ali. O que sobra é pedir o arquivo a quem emitiu, ou baixar no portal do município quando for nota de serviço. Dá trabalho, e é justamente o trabalho que você evita descobrindo cedo.

Como o iFiscal evita o problema do dia 20?

Mostrando a falha no dia em que ela acontece, com o CNPJ e o motivo na tela, em vez de deixar num relatório que alguém precisa lembrar de abrir. Se falta nota, você vê antes de a guia sair.

Vocês capturam NF-e de mercadoria?

Capturamos. NFS-e de serviço, NF-e e NFC-e de mercadoria, todas pelo certificado A1 do cliente, e a receita entra no anexo dela: Anexo I no comércio, Anexo II na indústria, Anexos III, IV e V no serviço, na regra do art. 18 da LC 123/2006. Receita com substituição tributária ou monofásico aparece marcada para você conferir antes de a guia sair, porque essa segregação é decisão sua.

E o XML, fica guardado com vocês?

Fica, pelos cinco anos que a lei exige, e continua seu: a competência inteira desce num arquivo quando você quiser. O que entra pela captura e o que você sobe à mão ficam no mesmo lugar, então não sobra metade da carteira num sistema e metade no outro.

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